Comprar ou não uma casa própria em 2019?

Comprar ou não uma casa própria em 2019? 526 366 Frente Brasileira de Habitação Popular

O ano novo chegou e muita gente pode estar pensando se deve ou não comprar uma casa própria em 2019. Trata-se de uma novo período no Brasil e há grande expectativa para muitos brasileiros: novo governo, nova política econômica e um cenário mais favorável para a retomada de investimentos. Mas, afinal, vale a pena investir em um imóvel seu neste ano de 2019?
Já pensou em começar 2019 saindo do aluguel e indo morar em uma casa sua, própria, do jeito que você sonhou? Os últimos anos foram ruins para quem queria financiar um imóvel, já que a Caixa e os outros bancos ficaram com menos recursos, o que tornou os critérios de liberação de verba mais rígidos.
Quem está à espera de uma oportunidade para comprar a casa própria deve ficar atento. O cenário do mercado imobiliário, na visão de especialistas, indica que a conjuntura é favorável. O setor deve iniciar 2019 em pleno reaquecimento. A economia, após passar pela recessão mais dura da história do Brasil, começou a entrar nos trilhos. A inflação segue dentro das metas estabelecidas pelo governo, situação que não gera pressões para elevação da taxa básica de juros (Selic). A melhora na economia, no entanto, possibilitará um leve aumento dos preços de imóveis. Por isso, os profissionais do ramo explicam que, para quem tem condições, o melhor momento para se conseguir uma casa ou apartamento com preço mais em conta é agora.
A Frente Brasileira de Habitação Popular vai avaliou e trouxe alguns argumentos para você entender porque este é um momento perfeito para você realizar o sonho da casa própria.

1) Expansão do Minha Casa, Minha Vida

Durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu manter e aprimorar o programa Minha Casa Minha Vida. Criado no governo do PT, o programa social atende a população de baixa e média renda para aquisição da casa própria com juros menores.
Embora haja a expectativa de mudança de nome, passando a se chamar “Casa Brasileira”, o programa de financiamento habitacional deverá ser fortalecido, principalmente para as classes com renda mais baixa.
Segundo o economista Carlos Alexandre da Costa, do grupo de economistas que assessoram Paulo Guedes, o coordenador econômico de Bolsonaro, a ideia é ampliar o programa para incluir creches próximas às residências, que seriam administradas pelos governos locais. Os novos empreendimentos também teriam câmeras de segurança que seriam ligadas diretamente à polícia.
Não se trata, portanto, de apenas dar possibilidade de comprar uma casa, mas de fazê-lo em uma área adequada, com acesso aos serviços públicos e infraestrutura adequada para que seja uma moradia digna.

2) Mais crédito para quem ganha menos

Outra novidade que deverá ocorrer no governo Bolsonaro é o maior enfoque na habitação popular, voltada para pessoas de baixa renda. Mesmo sem nenhuma ação concreta até o momento, os responsáveis pela área econômica, inclusive o novo presidente das Caixa, já demonstraram interesse em corrigir distorçòes e falhas no programa habitacional.
Quem tem renda maior, por exemplo, deverá pagar mais juros do que as camadas com menos dinheiro. A ideia é fazer com que apenas quem possui baixa renda tenha juros mais baixos, deixando os financiamentos para as classes média e alta com taxas mais próximas das praticadas pelos outros brancos.
“Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú”, enfatizou o presidente da Caixa. “Na Caixa Econômica Federal, certamente vai pagar juros maiores que [os cobrados no] Minha Casa Minha Vida, e vão ser juros de mercado. A Caixa vai respeitar, acima de tudo, o mercado. É a lei da oferta e da demanda”, completou.
A expectativa é de que essa medida garanta mais verba para financiar moradias populares e reduza a procura de financiamento na Caixa por pessoas de classes mais endinheiradas.

3) Menos juros e imóveis mais baratos

Como os últimos anos não foram fáceis para o mercado imobiliário, muitos imóveis acabaram desvalorizando. Muita gente precisou reduzir o valor de casas e apartamentos vendidos por conta da restrição no crédito. O resultado que vimos foi uma enxurrada de imóveis encalhados, sem compradores interessados Em razão disso, alguns locais tiveram quedas acentuadas e desvalorização de imóveis.
Por isso, o momento para comprar a casa própria é agora, antes que os preços voltem a subir. Como a economia ainda está se recuperando da maior crise da história brasileira, ainda há espaço para negociar e conseguir imóveis por preços atraentes.
A estabilidade econômica também tem feito com que a as taxas de juros recuem e se estabilizem, o que é favorável para a realização de financiamentos com taxas pré-fixadas. A Taxa Selic para este ano deve ser menor e as outras taxas que são vinculadas a elas devem manter a mesma linha.

4) Usar o FGTS para abater o valor do imóvel

Se você não foi contemplado com a rodada de saques do FGTS, promovida pelo governo em 2017 e 2018, agora pode ser o momento de usá-lo. Isso porque a Caixa e outros bancos costumam permitir que se utilize o saldo do Fundo de Garantia para abzter o valor do imóvel.
Isso pode ser útil para se comprar um imóvel de baixo valor à vista, se você tiver trabalhado com carteira assinada durante um bom tempo, ou para reduzir o valor das prestações. No caso do Minha Casa Minha Vida isso pode não ser uma boa ideia, mas para financiamentos em outros bancos, onde normalmente as prestações são mais elevadas, pode ser uma solução para fazer a parcela caber no seu bolso.
Até o momento, não há nenhuma indicação de que o governo vá suspender o uso do FGTS para essa finalidade. Mas, se você está disposto a financiar um imóvel agora, não deixe de usar os recursos em seu favor.

5) Lançamento de novos empreendimentos

Casas e apartamentos mais caros ainda estão “encalhados” devido a queda nas vendas. Mas imóveis mais baratos, principalmente as moradias populares voltadas a população de baixa renda, continuam em alta. Com parcelas menores e um longo prazo de pagamento, este tipo de habitação continua vendendo muito bem.
A expectativa para 2019 é de que novos lançamentos sejam anunciados, principalmente após as reformulações que o governo Bolsonaro fará no programa Minha Casa, MInha Vida. São esperadas novas unidades produzidas para serem comercializadas dentro das faixas atendidas pelo programa. É bom ficar atento aos lançamentos para ver se não surge uma oportunidade que se enquadre nos seus sonhos.
Com novos imóveis sendo lançados, as construtoras precisarão oferecer preços competitivos para conquistar o comprador. Em razão disso, podemos esperar imóveis com mais qualidade, preços mais atrativos e facilidades para tentar atrair quem deseja um lar em 2019.
6) Fortalecimento dos movimentos pró-habitação
A Frente Brasileira de Habitação Popular é um exemplo de movimento que trabalha em favor da moradia digna usando métodos diferentes. Em vez de invasões e anarquia, a FBHP prega o diálogo e a negociação junto ao Poder Público. A tendência é que movimentos semelhantes a esses cresçam e ocupem o espaço deixado pelo enfraquecimento das entidades que promovem quebra-quebra e outras práticas condenáveis.
Com esse fortalecimento, a sociedade ganha mais poder de barganha junto as construtoras e aos governantes, possibilitando aprimoramentos nos programas de habitação e melhores condições de financiamento. São projetos e soluções pensadas por especialistas para contribuir para o segmento de habitações populares no Brasil.
Você já sabe como nós podemos ajudá-lo a conquistar a sua casa própria? Clique aqui para conhecer como a FBHP pode auxiliar na realização do seu sonho.

E, aí, já decidiu se vai ou não comprar seu imóvel novo em 2019?

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